
TESTE RÁPIDO
Quais crenças você carrega sobre a terapia de casal?
Pergunta 1 · O Julgamento
A função principal do(a) terapeuta de casal é:
A) Tomar partido e me ajudar a convencer meu parceiro(a) de que eu estou certo(a).
B) Dar palpites neutros e sugerir acordos para que a gente pare de brigar.
C) Ajudar-nos a descobrir as raízes do nosso comportamento (controle, impulsividade, medo) para agirmos de modo mais consciente.
Pergunta 2 · O Valor do Diálogo
A conversa em uma sessão de terapia é a mesma que posso ter com amigos ou comigo mesmo(a):
A) Sim. No fundo é só desabafo. Um gasto de dinheiro desnecessário.
B) Em parte sim, mas o terapeuta pode ajudar a formalizar combinados.
C) Não. É uma experiência guiada para clareza emocional e autoconhecimento profundo, trazendo à tona o que estava “soterrado”.
Pergunta 3 · O Sentimento de Vergonha
Sinto vergonha de procurar terapia porque acho que isso é “coisa para quem não consegue resolver a vida sozinho(a)”:
A) Totalmente. Assumir a terapia é admitir uma falha pessoal no relacionamento.
B) Sinto um pouco de vergonha, mas faria se fosse a única saída para evitar o divórcio.
C) Não. É uma escolha consciente e saudável de dois corações que buscam um espaço seguro de diálogo.
Pergunta 4 · A Solução Mágica
O resultado da terapia de casal será:
A) A solução mágica que fará o relacionamento continuar junto a todo custo.
B) Um acordo de paz que durará alguns meses, mas o ciclo de brigas deve voltar.
C) A clareza necessária para fazer uma escolha saudável e consciente — permanecerão juntos ou não — compreendendo as bases reais da relação.
Pergunta 5 · A Voz no Silêncio
Quando um de nós se fecha em silêncio durante o conflito:
A) É uma atitude de birra e infantilidade que precisa ser superada pelo parceiro.
B) É apenas um sinal de que ele(a) precisa de tempo, e não devo insistir.
C) O silêncio esconde sentimentos não ditos (raiva, medo, controle) que precisam de voz e de um lugar seguro para serem revelados.

Agora, observe qual letra aparece mais vezes em suas respostas.
Vamos descobrir qual foi o seu resultado?
Maioria letra "A" — Quando a terapia é vista como julgamento
Suas respostas indicam uma crença de que a terapia de casal serviria para apontar culpados, corrigir comportamentos ou “provar quem está certo”.
Essa visão é comum quando o sofrimento está alto e a dor ainda fala mais alto do que a escuta.
Nesse lugar, a terapia pode ser confundida com um tribunal — quando, na verdade, ela não existe para decidir vencedores, mas para revelar padrões invisíveis que sustentam o conflito.
A clareza começa quando se compreende que não se trata de convencer o outro, mas de compreender a dinâmica que aprisiona ambos.

Maioria letra "B" — Quando a terapia é vista como negociação
Aqui aparece a crença de que a terapia de casal ajuda a organizar acordos, aliviar tensões e reduzir conflitos — mas sem tocar profundamente nas raízes emocionais da relação.
Essa expectativa costuma gerar alívios temporários.
Os conflitos diminuem, mas tendem a retornar quando as emoções não elaboradas voltam a se manifestar.
A terapia pode ir além da superfície dos combinados, quando há abertura para compreender o que sustenta o ciclo relacional.
Maioria letra "C" — Quando a terapia é compreendida como espaço de consciência
Suas respostas revelam uma compreensão mais profunda sobre o papel da terapia de casal.
Aqui, ela é vista como um espaço seguro para dar voz ao que foi silenciado, compreender padrões emocionais e ampliar a consciência — individual e relacional.
Nesse lugar, a terapia não promete manter o casal unido a qualquer custo, mas oferece clareza para escolhas mais responsáveis e saudáveis, juntos ou não.
É quando o diálogo deixa de ser defesa e passa a ser encontro.
Se houve empate entre letras
Caso você tenha marcado letras diferentes em proporções semelhantes, isso indica ambivalência — um movimento natural de quem está em transição entre antigas crenças e novas compreensões.
Não há contradição nisso.
A consciência não surge pronta; ela se constrói aos poucos, quando perguntas sinceras começam a substituir respostas automáticas.
Muitas vezes, o que parece ser um conflito externo é, na verdade, uma reação a feridas antigas e defesas emocionais.
Compreender essas origens ocultas é a chave para transformar o que separa em algo que fortalece e aproxima.
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